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Como simular a frenagem regenerativa de veículos elétricos em bancada: desafios e soluções para testes de validação

O avanço dos veículos elétricos exige testes cada vez mais realistas

À medida que os veículos elétricos e híbridos ganham espaço no mercado, seus sistemas eletrônicos tornam-se mais sofisticados e passam a exigir processos de validação cada vez mais rigorosos. Entre esses sistemas, a frenagem regenerativa merece destaque por seu papel na eficiência energética e na autonomia do veículo.

Diferentemente dos sistemas de frenagem convencionais, a frenagem regenerativa recupera parte da energia cinética durante a desaceleração e a converte novamente em energia elétrica, que é armazenada na bateria de alta tensão. Essa tecnologia aumenta a autonomia do veículo, reduz o desgaste dos freios mecânicos e melhora a eficiência do conjunto motriz.

No entanto, para que esse processo funcione com segurança e confiabilidade, fabricantes precisam garantir que todos os componentes envolvidos operem corretamente em diferentes condições de uso. É justamente nesse cenário que os testes em bancada se tornam indispensáveis.

Como funciona a frenagem regenerativa?

Durante a aceleração, a bateria fornece energia ao inversor de tração, que controla o motor elétrico para movimentar o veículo.

Quando o motorista reduz a velocidade ou aciona o freio, ocorre uma inversão desse fluxo de energia.

Nesse momento, o motor elétrico passa a operar como um gerador, transformando a energia mecânica proveniente da desaceleração em energia elétrica. Essa energia retorna ao inversor e é direcionada novamente para a bateria.

Esse processo acontece em frações de segundo e exige respostas extremamente rápidas dos sistemas eletrônicos responsáveis pelo gerenciamento da energia.

Além disso, a quantidade de energia regenerada varia constantemente de acordo com fatores como velocidade do veículo, nível de carga da bateria (SoC), temperatura e intensidade da frenagem.

Por esse motivo, os engenheiros precisam reproduzir essas condições em laboratório antes que o sistema seja instalado em um veículo.

Como reproduzir a frenagem regenerativa em bancada

Para representar fielmente as condições encontradas em um veículo elétrico, o sistema de teste precisa alternar continuamente entre dois modos de operação:

  • fornecer energia ao dispositivo em teste;
  • absorver a energia devolvida durante a regeneração.

 

Na prática, isso significa que uma mesma fonte deve atuar tanto como alimentação quanto como carga eletrônica, realizando essa transição de maneira rápida, estável e sem interrupções.

Além disso, o equipamento deve responder instantaneamente às mudanças de corrente e tensão, evitando oscilações (overshoot) que possam comprometer os resultados do ensaio.

Essa capacidade é essencial para validar algoritmos de controle, estratégias de recuperação de energia e o desempenho dos inversores de tração em diferentes condições de operação.

A IT6000C, da ITECH, foi desenvolvida justamente para atender aplicações que exigem elevada potência, rapidez na resposta e simulação precisa de sistemas elétricos.

Seu principal diferencial é a operação bidirecional, permitindo que o equipamento funcione tanto como fonte de alimentação (Source) quanto como carga eletrônica regenerativa (Sink), reproduzindo de forma contínua as mudanças de fluxo de energia presentes durante a frenagem regenerativa.

Outro recurso importante é a possibilidade de selecionar modos de prioridade em tensão (CV) ou corrente (CC), permitindo respostas rápidas com controle de overshoot. Essa característica torna o equipamento especialmente indicado para testes transitórios, ciclos de carga e descarga e aplicações em eletrônica automotiva.

Para aplicações automotivas, a série também incorpora curvas de tensão utilizadas pela indústria, incluindo LV123, LV124, LV148, DIN 40839, ISO 16750-2, SAE J1113-11 e ISO 21848, facilitando a reprodução de transientes e quedas de tensão encontradas durante a operação do veículo.

Outro benefício relevante está na eficiência energética. Em vez de dissipar a energia absorvida em forma de calor, a IT6000C é capaz de regenerar até 95% da energia para a rede elétrica, reduzindo custos com energia, refrigeração e infraestrutura dos laboratórios de teste.

 

Conclusão

À medida que a eletrificação automotiva evolui, aumenta também a necessidade de validar sistemas em condições cada vez mais próximas da operação real.

A simulação da frenagem regenerativa é um exemplo claro desse desafio. Para garantir que motores elétricos, inversores, conversores e baterias operem com segurança e eficiência, os laboratórios precisam contar com equipamentos capazes de reproduzir rapidamente mudanças de fluxo de potência, controlar transientes e realizar ciclos completos de fornecimento e absorção de energia.

Nesse contexto, soluções bidirecionais como a IT6000C permitem criar ambientes de teste mais realistas, eficientes e energeticamente sustentáveis, contribuindo para o desenvolvimento de veículos elétricos cada vez mais confiáveis.

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